O Rocky Man mais uma vez inovou e, neste ano, a etapa de corrida em trilha foi um dos desafios mais completos já vistos na modalidade: os 31 km tiveram trechos de areia, travessias de rio, trilhas técnicas dentro do Parque Estadual da Pedra Branca, com muita subida e descida (um desnível positivo acumulado de mais de 1.500 metros) e uma parte insana de costeira foram os obstáculos que só aumentaram a emoção.
A chuva foi o tempero especial. Depois de largada, em Grumari, área de reserva ambiental do Rio, o norte-americano Zach Miller (Team USA), que aos 27 vem colecionando resultados expressivos em competições em seu país, disparou, e por alguns quilômetros foi seguido de perto pelo francês Julien Rancon (Team France). No quilômetro 15, mais ou menos a metade do percurso estipulado, os dois já abriam consideráveis 4 minutos em relação ao terceiro colocado, o corredor gaúcho Sidinei Castanha (Sulbrasilis), que já venceu provas duras em seu estado.
Zach venceu, depois de 3h04min de batalha, e, menos de 1 minuto depois chegou Lars Erik, do Team Escandinávia, que surpreendeu a todos com uma incrível prova de recuperação.
“Cada passada era uma dificuldade técnica”, disse logo depois de cruzar a linha de chegada.
O neozelandês Daniel Jones (Team New Zealand), bicampeão da corrida do Rocky Man (2013-14) teve que se conformar com um terceiro lugar, apesar de ter finalizado apenas 3 minutos atras do campeão Zach. “Foi a corrida mais difícil de todos os Rocky Man’s”, disse com convicção o atleta de 25 anos, que também garantiu que nunca esteve tão treinado.
O primeiro brasileiro a cruzar a linha de chegada foi Sidinei Castanha, 36, com o tempo de 3h31min, seguido por Iazaldir Feitoza (QuasarLontra), Guilherme Pahl (Brasilia Multiesporte) e Alexandre Manzan (Núcleo Aventura).
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